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17 setembro, 2007

Design desmodrômico X Design sofisticado





Quantas vezes você ouviu ou leu o termo "design sofisticado" nos últimos tempos? Um rápido passeio pelo Google pode nos dar uma estimativa: nada menos que 270 mil páginas promovem esse encontro semântico, e o número aumenta a cada dia.

Leia por completo o intrigante artigo de Lígia Fascioni no excelente acontecendo aqui.

Dica do Alessandro Albuquerque na lista dG.

05 setembro, 2007

Coluna dominical, de Ivens Fontoura, no Jornal Estado do Paraná completa 19 anos.



No dia 27 de agosto de 2007, o professor, curador e crítico Ivens Fontoura celebrou um feito. Completou 19 anos de edição da coluna dominical DesignDesigner, publicada atualmente no jornal Estado do Paraná, de Curitiba. Os visitantes do DesignBrasil têm o privilégio de acompanhar a coluna, reproduzida no portal a partir de uma parceria com Ivens Fontoura e o Estado do Paraná.

Leia a edição de aniversário.

06 agosto, 2007

Artigo: Como Sucatear Marcas, em 7 lições



por Jaime Troiano, Publicação original: Revista Consumidor Moderno

Vocês já se deram conta de quanto tem se falado a respeito de marcas nos últimos anos? Quem chegasse agora de outro planeta, teria a seguinte sensação: "Finalmente, reconheceram o alcance e a importância que a administração de marcas tem no resultado das empresas!".

No entanto, este é um sintoma apenas. Além da retórica, têm havido investimentos substanciais em tecnologia de gestão e desenvolvimento de marcas?

Algo me diz que não.

O risco de sucateamento de marcas ronda constantemente muitas empresas, sem que elas tenham toda consciência do que está acontecendo.

Abusando de ironia, quero sugerir 7 lições para você sucatear marcas.

1. Reduza sua verba de propaganda.
Corte sempre o máximo possível e evite que a comunicação realimente a magia que conecta o consumidor à marca.

2. Contente-se com aquilo que seus vendedores e representantes dizem a respeito do mercado e da marca.

Afinal de contas, eles estão na linha de frente e ninguém melhor do que essas pessoas para reportar o que se passa por lá. Contente-se com a opinião dos vendedores, porque nada melhor do que pedir ao cabrito que tome conta da horta.

3. Mude constantemente de agência de propaganda.
Novas agências têm sempre novas contribuições a dar. Novas agências oxigenam a marca e têm sempre a virtude de questionar o que a anterior fez. Não se contente com uma relação duradoura, em que a agência também seja uma guardiã da marca. Mudando constantemente, as chances da marca desenvolver múltiplas personalidades cresce. E dessa forma, ela poderá estabelecer interfaces distintas para diferentes perfis de público porque a marca terá muitas caras.

4. Tenha sempre uma comunicação moderninha.

Afinal, num país onde 50% da população tem até 25 anos, ser maduro ou velho é um pecado mortal. Trate de fazer com que a comunicação da marca e todos os sinais que ela emite sejam sempre jovens, atuais e contemporâneos! Jogue fora tudo o que houver de antigo e velho em sua marca. É lógico que ao fazer isto, você poderá estar jogando fora também o bebê junto com a água do banho!

5. Gaste o mínimo indispensável em pesquisa e estudos de comportamento.
Na verdade,sempre que possível, evite! O meu primo Leonel disse-me algumas vezes que não andava bem. Eu então lhe perguntei porque não marcava uma consulta médica . E ele disse: "Eu, hein? E se o médico descobrir que eu tenho alguma coisa?!" Para não ter que enxergar os eventuais problemas que a marca possa estar enfrentando, evite portanto consultar o consumidor. É lógico que os caminhos de correção e as oportunidades de desenvolvimento também não serão identificados. Mas pelo menos eliminamos o risco de fuçar e fazer indesejáveis descobertas.

6. Economize tudo o que for possível em design e embalagem.
Aquele sobrinho que está fazendo comunicações e tem jeito para desenho vai achar o máximo essa oportunidade. Às vezes, pode-se recorrer também à prima que está no último ano de arquitetura. Há empresas que gastam tanto dinheiro contratando escritórios especializados em design: que bobagem. Afinal de contas, bom gosto não precisa ser caro!

7. Acredite que as marcas são fortes o suficiente para resistir a essas seis primeiras lições.

Desculpem-me por tanta ironia! Mas às vezes é mais fácil entender o positivo caminhando pelo negativo. A verdadeira lição, portanto, é evitar todas estas armadilhas na gerência de suas marcas. Seja um bom administrador: peque o menos possível!

Enviado pela MONICA FUCHSHUBER na lista [dG]

10 junho, 2007

Publicações sobre usabilidade com Felipe Memória



O cara acabou de organizar todo o conteúdo de todas as entrevistas e palestras que já tinha dado. Esbaldem-se!

22 maio, 2007

Artigo: Vamos puxar sardinha - Guilherme Sebastiany



Ok... estou “puxando sardinha” para o meu lado, afinal sou um designer de marcas e em se tratando da sua profissão de escolha e dos valores nos quais você acredita, ser imparcial nem sempre é uma tarefa fácil. Mas isso não torna menos verdadeiro o que vou dizer.

Se antes as empresas se contentavam em ostentar marcas grandes em suas fachadas, agora será necessário construir grandes marcas.

A mudança na legislação sobre a paisagem urbana de São Paulo já provocou alivio aos olhos dos paulistanos, revelando não apenas uma paisagem pouco conhecida, mas também grandes remendos. Curiosamente, apesar de agora reveladas nuas, sujas e mal tratadas, as fachadas verdadeiras de São Paulo enfeiam menos a cidade do que a somatória exacerbada de seus diversos painéis coloridos, brilhantes e luminosos. Portanto o que virá, com a gradual reforma e revalorização da arquitetura de fachadas será ainda melhor.

Mas temos também que olhar para as empresas e comércios, com novas necessidades de comunicação criadas com a mudança na legislação. O modelo válido até então confirmava a regra de quanto mais alta ou berrante fosse a sua mensagem, maior a sua eficiência. Neste novo modelo, que restringe o volume da gritaria visual, a máxima será outra: Quanto mais clara for a sua mensagem, maior será o número de pessoas que ela alcançará.


Parece simples, mas o que estamos vivenciando demanda também uma mudança de postura dos empresários em substituição da quantidade pela qualidade. Maior investimento intelectual em lugar de material. Com o tempo, acredito, investir em uma comunicação inteligente será mais valorizado do que o investimento em ferro, lona, vinil e alumínio.

Mas voltando a minha “sardinha”, não apenas como cidadão fico feliz com a mudança, mas também como profissional. Acredito que daqui em diante a necessidade de um projeto de marca, identidade visual e logotipia diferenciados serão imprescindíveis para as empresas e comércios. Competindo com áreas reduzidas e luminosos igualados, se destacarão na paisagem as empresas que possuírem marcas fortes, tanto conceitualmente (originais e atrativas) quanto tecnicamente (legíveis e identificáveis à distâncias maiores).

Sei que a mudança brusca na lei ocasionou para muitos gastos imprevistos com a reformulação de seus luminosos. Mas esta será uma nova oportunidade para empresários que se preocupam em construir uma imagem de qualidade, se destacarem ao investirem também em uma comunicação visual de qualidade. Com a cidade nua, fica evidente o destaque que já ocorre nas fachadas de lojas e restaurantes que possuíam marcas bem projetadas. Caberá agora à cada um decidir acatar ou não tanto o lado negativo da lei, quanto as oportunidades que ela oferece em competitividade.

Teimo em acreditar que a mudança de marcas grandes para grandes marcas será verdadeiramente melhor não apenas para a cidade, mas também para quem estiver preocupado com a imagem da sua empresa.

Guilherme Sebastiany


Guilherme Sebastiany é designer gráfico especializado em design de marcas, com formação pela FAUUSP e MBA em Branding – Gestão de Marcas – pelo ITAE Instituto de Tecnologia Avançada em Educação da Faculdade Rio Branco.

É o idealizador do site www.designtotal.com.br de cursos on-line para designers, e titular do escritório Sebastiany Branding, especializado em design estratégico de Marcas. www.sebastiany.com.br

Atualmente leciona nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Design da Universidade Anhembi Morumbi e no MBA de Gestão de marcas de moda no SENAC

28 abril, 2007

O que significa Cultura do Design?



56 questões descompromissadas ao Deus do Design

• Porque não existe um Quarteto de Design?
• Porque não existe um fomento nacional ao design?
• Porque as pessoas são mais atingidas pelo cinema do que pelo design?
• Os designers querem apenas ganhar dinheiro, os cineastas não?
• Os designers são escravos da indústria?
• Porque não existe um imposto compulsório para os designers?
• Porque os simpósios de design são tão detestáveis?
• O design é mais comércio do que cultura?
• Como podemos fazer um frio produto da indústria nos falar ao coração?
• O design tem uma função educativa?
• É um diletantismo do consumo querer possuir coisas belas?
• O design serve à auto-afirmação?
• Coisas belas nos provêm felicidade duradoura?
• Design precisa ser sempre bom?
• Um objeto pode ser uma expressão de nossa sociedade?
• Porque o design acredita não necessitar de uma teoria?
• Porque qualquer um pode se chamar de designer?
• A necessidade social do design é um romantismo social irrealista?
• O design pode ser político?
• O design tem que ser ético?
• O bom design é democrático?
• Pode se decidir democraticamente sobre o design?
• Precisamos de designers estrelas?
• Somente os projetos produzidos têm valor?
• Os melhores projetos acabam engavetados?
• O que faz um designer ter sucesso?
• A inteligência prejudica o sucesso do design?
• Um bom designer pode ser superficial?
• Os designers não sabem ler?
• Porque querem os designer sempre reinventar as coisas?
• Porque os designers não admitem ser inspirados por outros projetos?
• O sampling só existe na música?
• As citações só existem na literatura?
• Porque os designers lidam tão mal com o passado e a tradição?
• Os designers se interessam por sua própria história?
• Há designers no Congresso Nacional?
• São os designers advogados do consumidor ao invés de agentes da indústria?
• A economia impulsiona o design ou o design impulsiona a economia?
• Porque os designers se tornaram tão apolíticos?
• Os designers ouvem o marketing? Como conseguiram os publicitários se afirmar como criativos, quando eles servem mais ao comércio que os designers?
• Como os criadores de tendências se tornaram tão importantes?
• Devem os designers ser tão livres como os artistas?
• Porque os designers acreditam que devem argumentar com termos do marketing? • Porque o significado econômico do designer deve ser mais importante do que o social?
• Porque a divulgação sobre design é tão ruim?
• Porque não há programas sobre design na televisão?
• Quem é a Maria Gabriela do design?
• Quando o design perdeu a sua relevância?
• Que idiota criou os termos Designer Babies e Designer Drugs?
• Porque as instituições do design fazem tão pouco pela imagem do design?
• Porque acreditamos que o design tenha que ser limitado em relação às fronteiras das outras disciplinas?
• O design pode ser uma tendência cultural autônoma?
• Como, em um grupo tão pequeno, não se consegue concordar com alguns ideais? • Pode o design transformar a sociedade?
• Quando se inicia o século do design?

© Markus Frenzl
designer, www.4gzl.de

Publicado originalmente na revista alemã Stylepark-Magazin e traduzido pelo professor Freddy Van Camp scrito por um profissional alemão, Markus Frenzl, como uma crítica e uma reflexão sobre a situação local, ele remete também a situações semelhantes na realidade do design brasileiro e pode ser lido como uma contribuição à nossa própria reflexão. Markus Frenzl, designer formado pela HfG Offenbach am Main na Alemanha, dirige o escritório 4gzl/designkontext, atuando como consultor em design e nos campos da concepção, estratégia e texto para diversas empresas, como Lufthansa, DaimlerChrysler, Messe Frankfurt, entre outras. Como autor e crítico de design publicou artigos em revistas como "Design Report", "form", "DU", "Outlook", além de livros e ensaios sobre design.

18 abril, 2007

Artigo: Branding: Perdidos na tradução por Delano Rodrigues



Tive a oportunidade de participar como palestrante em diversos eventos de design e comunicação no Brasil, e a maioria dos convites surgiu da curiosidade sobre o assunto Branding. Nesses eventos, várias questões foram levantadas, mas algumas ficaram marcadas em minha memória, seja por serem bastante pertinentes e inquietas com o modismo "Branding", ou pelo fato de terem me despertado para a necessidade de buscar caminhos para entender as diversas abordagens sobre o assunto.

Leia a matéria completa na Rede Design Brasil.

19 janeiro, 2007

"No século 21, nenhum designer conseguirá atingir o patamar de marcas como Armani ou Chanel"



Veja a razão dessa afirmação no artigo escrito pela jornalista Suzy Menkes e discutido aqui pela Oficina de Estilo

24 novembro, 2006

Artigo: 10 coisas que todo designer deve saber, mas nunca vai aprender num curso de Design



Confira abaixo 10 dicas essenciais para quem trabalha ou pretende trabalhar com design. Os conselhos foram inspirados num texto semelhante do arquiteto norte-americano Michael McDonough, publicado originalmente na The Architect's Newspaper. este texto foi capturado na lista de discussão cde design "[DG]", onde sou participante.

1. Talento não é tudo
Talento é importante em qualquer profissão, mas também não é garantia de sucesso. Trabalho duro e sorte são fatores igualmente essenciais. Na verdade, se você não é muito talentoso, pode ainda se dar bem se investir nos outros dois fatores - não me pergunte como investir na sua sorte, tente um guru.

2. A maior parte do trabalho é um saco
Na faculdade pode parecer que todo o trabalho do designer é super-legal. Já na vida real, na maioria do tempo temos que mexer com papelada, rascunhar coisas chatas, checar fatos, negociar, vender, juntar dinheiro, pagar taxas, e por aí vai. Se você não aprender a gostar do trabalho chato, nunca terá sucesso.

3. Se tudo é igualmente importante, então nada é realmente importante
Quais dessas máximas um designer deve seguir: "não se atenha apenas aos detalhes" ou "Deus está nos detalhes"? A palavra de ordem deve ser hierarquia. Tudo é importante, sim. Mas algumas coisas são mais do que outras.

4. Não pense demasiadamente num problema
Designers são obsessivos por natureza. Não tente prolongar ou complicar um problema quando você já tiver a solução. Bola para frente!

5. Comece com o que você sabe
Na língua do design isso significa "desenhe o que você sabe". Comece pelo começo: coloque no papel, ou tela, aquilo que você sabe e compreende. Depois, trabalhe sobre o que desconhece, resolvendo as questões complexas e removendo-as uma por uma. Todo designer deveria seguir esse princípio.

6. Não esqueça seu objetivo
Estudantes e jovens designers geralmente encontram soluções brilhantes para os problemas, mas na seqüência acabam perdendo o foco e despendendo esforços em vão. Um pensamento original é um presente dos deuses, principalmente quando você se atém a seu objetivo.

7. Equilibre seu ego

Excesso de confiança é tão prejudicial quanto baixa auto-estima. Seja humilde ao lidar com um problema. Identifique e aceite sua ignorância. Não abuse de seu poder de criar coisas, nem subestime suas dificuldades, caso contrário você poderá ser surpreendido - e não será uma surpresa agradável.

8. Defenda suas idéias ou "de boas intenções o inferno está cheio"

Inovação e idéias brilhantes vão contra a natureza do contrato social. Para que elas sejam bem-sucedidas você terá que defendê-las e terá que envidar grandes esforços. Entretanto, a maioria fracassa. Prepare-se para trabalhar duro, prepare-se para falhar algumas vezes e também para ser rejeitado. O trabalho do designer tem muito em comum com as artes marciais: assim como um judoca no tatame, você nunca deve subestimar seu oponente. E se você acredita na excelência e na criatividade, seus oponentes serão inúmeros.

9. Resultado

Não importa o quão eficaz são suas habilidades diante de um computador, o quão brilhante é a sua escrita ou o quão excepcional qualquer habilidade sua é; se você não conseguir vinculá-las ao resultado, basicamente elas não existirão. Resultados. Lembre-se disso: vincule suas habilidades aos resultados.

10. O resto do mundo é importante

Se você espera realizar alguma coisa em sua vida, você vai inevitavelmente precisar de todas aquelas pessoas que você odiava no colegial e na faculdade. Um terno não faz de você um gênio. Não importa o quão espetacular é o seu design: alguém terá que construir ou manufaturar a peça para você. Alguém terá que assegurá-la. Alguém terá que comprá-la. Respeite todas essas pessoas. Afinal, você precisa delas.

fonte:marginalia